quarta-feira, 8 de junho de 2011

Filme: Sahara

Baseado no besteseller de mesmo nome escrito por Clive Cussler, Sahara, bem a estilo Indiana Jones (embora não consiga atingir sua maestria),  foi desenvolvido com o intuito de tonar-se o carro-chefe de uma franquia, mas apesar de ter tido um bom arrecadamento, ainda ficou entre um dos maiores fracassos financeiros da história de Hollywood devido ao seu alto custo, anulando a possibilidade de continuações.

O filme conta a história de Dirk Pitt (Matthew McConaughey), um explorador que parte para o Mali a procura de um navio da Guerra Civil Americana. Pitt acidentalmente conhece a cientista Eva Rojas (Penélope Cruz), que está atrás do motivo de uma possível epidemia em Mali, e os dois seguem a aventura juntos.

Sahara, é um típico filme hollywoodiano, com personagens esteriotipados, como o amigo fiel, o galã que termina a história com a mocinha e o vilão, mas com um fraco roteiro e atuações forçadas. Penélope Cruz com certeza pode fazer melhor. Faltou aquela sensação de adrenalina proporcionada por um bom filme de ação e a ansiedade por mais ao término do filme.

Apesar de tudo, um frase do filme me chamou a atenção: quando o personagem de Lambert Wilson (conhecido por sua participação em Matrix), expressa sua preocupação de que descubram suas atividades extra-oficiais, digamos assim, ele recebe a resposta de que estava na África e ninguém se importa com a África. Isso infelizmente expressa uma realidade. Desde os tempos da Missão Civilizadora, o mundo não se preocupa se a situação de vida em grande parte da África é sub-humana, desde que não afete seus interesses, ou pior, desde que continue servindo aos seus interesses. Infelizmente vivemos em um mundo onde as pessoas estão cada vez menos altruístas. Ou não?